Eu ainda serei a tua casa
quando a chuva cair lá fora
serei firme e segura
pois em mim o cimento se faz armadura
serei aconchego e calor com a brandura
do café que acalma a dureza da vida de agora
eu ainda serei tua casa
e o abraço que afasta o mal e a tortura
quando o mundo ruir lá fora
meus canteiros ainda terão as flores de outrora
as lagrimas de outros tempos são sorrisos de ternura
as janelas amareladas terão de volta sua brancura
quando estiver do lado de fora
de pé a porta
ou quando desistir de ir embora
eu ainda serei tua casa
teu espaço de cura
meus olhos não serão secura
minhas mãos terão a candura
meus lábios um oceano de saudade
meu coração terno perdido em alegria pura

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