O
amor vem entre vagas
Ondulando
suas dispersões sem fim
Eu
de cisterna amorfa e descolorida
Sou
absorvida num absurdo tsunami de sentimentos
Mas
não é sempre assim
O amor vem no pão do café sem doce
Passado
nas paredes como tinta
Aquarela
escorrendo entre os dedos
Pulsa
nas artérias e sangra
O
amor vem na vivencia do respeito
No
beijo roubado
No
sexo concedido e despudorado
No
acordo diário de amar e ser amado
O
amor vem do consenso
O
amor vem no vento
Que
nem semente cava raízes profundas
O
amor vem no choro da saudade
Na criança que pede o peito
No
irmão que abraça e consola
O
amor vem na risada plena do gozo pleno
de si
O
amor vem , simplesmente vem
A mim e faz sua morada
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O amor em sutis ventos primaveris. Lindo Carol D.de Leite!
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