Uma poesia do nada
Nem que desperte as lagrimas
Nem ponha inocentes a deitar
Nem que seja cantiga de longe
Nem desembarace os negros fartos cabelos
Que não grite no escuro
Nem acenda luzes onde deve haver silencio
Uma poesia do nada
Nem escove dentes da criança
Nem seja silencio entre os gritos dos outros
Nem indigesta e fétida
Nem leve em demasia
Pois o vento leva as folhas do chão
O tempo leva os ponteiros do relógio
A noite leva a lua para um passeio
O amor leva nossa existência numa dança frenética
A poesia não, ela não tem posse ou cor
Está nos olhos de quem a quer ver
Se eu desejo encantos
Lá está a poesia fazendo tudo do nada
Trazendo lagrimas por nada
Significando por amor o tudo ao meu redor
Nem que desperte as lagrimas
Nem ponha inocentes a deitar
Nem que seja cantiga de longe
Nem desembarace os negros fartos cabelos
Que não grite no escuro
Nem acenda luzes onde deve haver silencio
Uma poesia do nada
Nem escove dentes da criança
Nem seja silencio entre os gritos dos outros
Nem indigesta e fétida
Nem leve em demasia
Pois o vento leva as folhas do chão
O tempo leva os ponteiros do relógio
A noite leva a lua para um passeio
O amor leva nossa existência numa dança frenética
A poesia não, ela não tem posse ou cor
Está nos olhos de quem a quer ver
Se eu desejo encantos
Lá está a poesia fazendo tudo do nada
Trazendo lagrimas por nada
Significando por amor o tudo ao meu redor

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