terça-feira, 28 de outubro de 2014

O amor



O amor vem entre vagas
Ondulando suas dispersões sem fim
Eu de cisterna amorfa   e descolorida
Sou absorvida num absurdo tsunami de sentimentos
Mas não é sempre assim
 O amor vem no pão do café  sem doce
Passado nas paredes como tinta
Aquarela escorrendo entre os dedos
Pulsa nas artérias   e sangra
O amor vem na vivencia do respeito
No beijo roubado
No sexo concedido e despudorado
No acordo diário de amar e ser amado
O amor vem do consenso
O amor vem  no vento
Que nem semente  cava raízes profundas
O amor vem  no choro da saudade
 Na criança que pede o peito
No irmão que abraça  e consola
O amor vem  na risada plena do gozo pleno de si
O amor vem , simplesmente vem
 A mim e faz sua morada 

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