Mentes que se derramam em lucidez
Sob a luz da minguante lua
Se escondem os
segredos nas profundezas
De uma mente outrora
voraz
Entre os dedos o vazio
O silencio interroga
A mente
ecoa
Mentes que em outros
tempos eram luz
Agora abrem-se em brancas cores
Despetalam-se sem recordar da nudez
Esvaem-se como as
areias e o tempo
Desrespeita prazos e
seus vencimentos
Trancam involuntários segredos
Em mapas de tesouros
perdidos e labirintos
A lua se ri e atenta observa
As tentativas do labirinto se desvendar
Na simplicidade de um sorriso, de um alivio
Desvenda-me
Senão te devorarei aos poucos,
corroendo memorias e afetos
Devorarei todo o
tempo até o instante
Mente, estás fadada a esquecer até do ar que respira
Então descortina-se o
primeiro ato....

Nossa mente se torna esse labirinto ramificado de infinitas conexões que algumas vezes nos fazem andar em círculos, e em outras vezes nos bloqueiam os caminhos. Pensamentos recorrentes, lembranças esquecidas, essa é nossa mente, nos desafiando a todo momento a desvenda-la e, consequentemente, desvendar a nós mesmos. A mente pisca initerruptamente, brilha, relampeja, ilumina, masa ainda assim existem sombras e becos aparentemente sem saída.
ResponderExcluirsempre existe o momento a seguir .... grata pelas observações...
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