domingo, 13 de outubro de 2013

mentes derramadas



Mentes que se derramam em lucidez
Sob a luz da minguante lua
 Se escondem os segredos  nas profundezas
 De uma mente outrora voraz
 Entre os dedos  o vazio
O silencio interroga 
 A mente ecoa

Mentes que em outros tempos eram luz
Agora abrem-se em brancas cores
Despetalam-se sem recordar da nudez
Esvaem-se  como as areias e o tempo
Desrespeita prazos  e seus vencimentos
Trancam involuntários segredos 
Em mapas  de tesouros perdidos e labirintos
 A lua se ri  e atenta observa
As tentativas do labirinto se desvendar
Na simplicidade de um sorriso, de um alivio
Desvenda-me
Senão  te devorarei aos poucos, corroendo memorias e afetos
Devorarei  todo o tempo até o instante
Mente, estás fadada a esquecer  até do ar que respira

Então  descortina-se o primeiro ato....

2 comentários:

  1. Nossa mente se torna esse labirinto ramificado de infinitas conexões que algumas vezes nos fazem andar em círculos, e em outras vezes nos bloqueiam os caminhos. Pensamentos recorrentes, lembranças esquecidas, essa é nossa mente, nos desafiando a todo momento a desvenda-la e, consequentemente, desvendar a nós mesmos. A mente pisca initerruptamente, brilha, relampeja, ilumina, masa ainda assim existem sombras e becos aparentemente sem saída.

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    1. sempre existe o momento a seguir .... grata pelas observações...

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