domingo, 11 de agosto de 2013
Liga da Limpeza Almática ou momento da faxina quantica
Lavei as vidraças dos olhos
Com poéticas gotas de alfazema
Espanei a alma de toda creca grudenta
Fiquei leve e livida
Passei a passoura de basculhar
Nos mais ermos cantos de meu ser
Tirei a inhaca de coisa guardada
Magoas e outras tranqueiras
Amarrei num saco preto
Botei numa caixa e mandei embora
Coloquei meus sapatos no sol
Bati tapetes onde sedimentavam velhas ideias
Joguei fora a maquina de calcular
Espantei as rabugices fora
Varri pensamentos idiotas
Lavei minhas roupas de cama
Abri as janelas do riso
Coloquei um brilho nos olhos
E deixei a luz passar...
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