"Comai e bebei todos vós do corpo atemporal
que habita no infinito deste mesmo papo,
deglutidor desta fome que não é corporal."
que habita no infinito deste mesmo papo,
deglutidor desta fome que não é corporal."
Sergio Ricardo Brandão
Do esboço e do
rascunho eu vim mostrar
A empunhadura da espada onde descansam a poesia
e o herói
Nessa vida vim
aprender a cozer uma lamina para a
colheita de meu senhor
Meu pai me falou
que se assam o metal e o homem no fogo do desejo
Depois de
vermelho o sangue e a
face
Nele se bate com força incansavelmente até alcançar a forma
Em seguida se banha no
sangue frio para a liga temperar
Depois
de muito aquecer a liga , sovar o ser e azeitar com amor
É tempo de polir a alma no esmeril para a
ela dar o corte necessário
Para a colheita que vai se realizar
Assim se fazem
espadas
Assim se fazem os
guerreiros que as empunham
Assim se faz a
poesia
E a vida nossa de todo dia

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