sábado, 13 de outubro de 2012

A feitura do ser , da espada e da poesia



"Comai e bebei todos vós do corpo atemporal
que habita no infinito deste mesmo papo,
deglutidor desta fome que não é corporal."
 Sergio Ricardo Brandão

Do esboço  e do rascunho  eu vim  mostrar
A empunhadura da espada onde descansam  a poesia  e o herói
 Nessa vida vim aprender a cozer uma lamina  para a colheita de meu senhor
Meu pai me falou  que se assam  o metal  e o homem no fogo do desejo
 Depois de vermelho  o sangue  e  a face
 Nele se bate com força  incansavelmente até alcançar  a forma
Em seguida se banha  no sangue frio  para a liga temperar
Depois de muito aquecer a liga , sovar o ser e azeitar com amor
É tempo de polir a alma no esmeril  para  a ela dar o corte necessário
Para a colheita que vai se realizar
 Assim se fazem espadas
 Assim se fazem os guerreiros  que as empunham
 Assim se faz a poesia 
E a vida nossa de todo dia

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