Ela me elegeu sua musa
Pobre de mim que sou tão humana e limitada
Que repito e falho nos trabalhos de Hercules
Incansavelmente
mergulho em oceanos de nostalgia
Eu que só conheço meu mundo
Que sou obstinada e cega
Que amo com voracidade
Que vibro com ardor por todos os poros
Que sou intensa e solitária
Reconheço minhas sombras e arestas
Desejo a vinda da luz
para fortalecer minha própria luz
Encho o peito do amor que conheci
Eleita a musa de
quem me inspira os melhores valores
Os mais puros sentimentos e as mais nobres condutas
Levanto mais uma vez minha espada inglória
Empunho novamente meu elmo
Espano o pó e a
tristeza
Fixo o olhar no horizonte
E parto mais uma vez a luta
A diária labuta de todas as musas.

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