sexta-feira, 14 de agosto de 2020

 

 

Não era musica.Nem a explosão das cores.
Oque me cegava os sentidos era o medo do apego. O medo infundado de me apegar e de que alguém a mim se afeiçoasse, como se isso tivesse o poder de expor meu desejo de quebrar as amarras que me prendem a materialidade do mundo. Sem amor o coração, estéril não anseia os longos vôos, busca aquietar se em sua solitude, entre mornos abraços eu quero arder com a intensidade de mil sois. não era a voz que me despertava, era o carinho de dedos insones costurando afeto na minha pele. Eu guardei o silêncio para não esvoaçar as intenções.... fiquei curiosa com o cuidado e carinhosamente surpresa, mergulhei no frenesi inquieto das palavras que saem por acidente no desviar dos seus olhos. Minhas mãos trabalham na quietude dos seus sonhos despertos, meus pes se aproximam lentamente enquanto aguardamos o amanhecer na frieza da noite . Meus olhos ardem esperando encontrar os seus.

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