Não é o acaso em sua porta
São as oportunidades abrindo caminhos
Rompendo as fronteiras da adversidade
A necessidade de transformação
A inquietude
O medo se alertando
Dizendo a hora de brecar
Eu não sei do amanhã
Nem do agora
Se o acaso bate a sua porta
Vestindo uma terno roto
Um cabelo desgrenhado
E uma barba por fazer
Que diga ele com sua boca
Apontando com seus dedos torpes
Qual segredo as palavras esconderam
Inquietas as letras confundem- se
Com o ruido do entardecer
Somente o outro mundo
Tem a resposta para os desejos negados
A madrugada insone despede-se
Entre meia lua de sorrisos
E eu quieta observando a orbe mover-se
Incessantemente.
Carol Dias

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