O que me matou ontem
não me matará amanhã
morro de uma coisa cada vez
mas de amor
morri todos os dias
surpreendentemente
em cada vez o amor me levou numa jornada
numa busca impensada
desenfreada
onde eu me realizava desfazendo e refazendo
o amor me matou todos os dias em que me fez olhar fora da janela
me arrastou pelos cabelos
me fez acordar numa praia deserta
dormir olhando a luz das estrelas
me levou com suas águas
para cima das janelas
acima do firmamento
e dessas vezes todas eu morri sorrindo
mas esse mesmo amor que arrancou minhas asas
também me fez acordar no dia seguinte restituída
desconfiada mas sempre disposta a ouvir o seu chamado
até que descobri que o amor não era o que me tirava de mim
amor era só o que me restituía
que me devolvia a mim mesma
desde então as vozes que me chamam lá fora
que falem sozinhas
que chamem até cansar
desde então me realizo neste amor que dá vida
Carol Dias
não me matará amanhã
morro de uma coisa cada vez
mas de amor
morri todos os dias
surpreendentemente
em cada vez o amor me levou numa jornada
numa busca impensada
desenfreada
onde eu me realizava desfazendo e refazendo
o amor me matou todos os dias em que me fez olhar fora da janela
me arrastou pelos cabelos
me fez acordar numa praia deserta
dormir olhando a luz das estrelas
me levou com suas águas
para cima das janelas
acima do firmamento
e dessas vezes todas eu morri sorrindo
mas esse mesmo amor que arrancou minhas asas
também me fez acordar no dia seguinte restituída
desconfiada mas sempre disposta a ouvir o seu chamado
até que descobri que o amor não era o que me tirava de mim
amor era só o que me restituía
que me devolvia a mim mesma
desde então as vozes que me chamam lá fora
que falem sozinhas
que chamem até cansar
desde então me realizo neste amor que dá vida
Carol Dias

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