sexta-feira, 7 de julho de 2017

tempo de escolher


Quando a vontade acaba
Quando o fogo apaga
Quando a chuva resfria
Quando a conta não está paga
Quando a comida segue
Mas a fome passa
Sempre é tempo de escolher
Mas as escolhas se anulam  e se excluem
Não podemos semear todas as sementes
Nem colher em todos os canteiros
O espetáculo  persiste
Mas as palmas acabaram
Quando  tudo que sobrou foi resto
Quando tudo que restou são sobras
Quem segura  a sua mão no escuro
Quando o medo te assalta
Quando o silencio te invade
Quem restará quando tudo se for
Pois tudo passa
Existirá satisfação ao apagar as luzes
Ao cair das cortinas
Serão lagrimas e sorrisos
Ou apenas lagrimas de dor


Caroline Brandão

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