segunda-feira, 14 de março de 2016
A resistência verde
Tem dias que chove por dentro
O cinza do céu impregna na alma
Desbota a pele
Escurece os olhos
Turva a esperança
Hoje não enxergo o futuro em mais de uma semana
Meu olhar ficou tão restrito quanto o espelho posto na minha frente
Minha boca ressacada amargou com a realidade
Tanto amor que eu te dei
Tanta doçura derramada em vão
Tem dias que chove por dentro e a alma não fica lavada
Fica coberta de medos e fúrias
Entre palavras mal ditas e não ditas
Nos receios que nos assaltam na madrugada fria
Nas noites sem lua
Nos amores sem palavras entremeados na rotina dura
Tem dias que chove por dentro
E a alma chove todas suas dores
Descolore e destoa de todo carmim revelado
Tem dias que por dentro a morte vem
Bate na porta e segue o caminho
Todas as esperanças e a fé são testadas
O coração afogado treme
Com o frio que corta a pele
Em meu peito ainda existem sementes
Em meu corpo ainda existe uma resistência
Uma força brutal que insiste em tolerar
Toda frieza da chuva e as torrentes vorazes
Em silencio resiste como a arvore de raízes profundas
A despeito das folhas que caem eu escolhi resistir
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário