Velozes horas
As bacantes servem
nova jarra de vinho aos convivas
Poetas e menestréis da noite
confabulam
A
luz da lua acoita a insurreição da poesia
Serve um prato cheio de caos
Entre as sombras
As horas escorrem na ampulheta
Entre os olhares a fagulha mestra
da rebeldia
Sonolentas horas conselheiras
Bacantes inebriaram os
sentidos dos subversivos
Poetas febris sorriem tristemente
Felinos transitam pelas salas vagando a toa
A
lua ilumina os olhares ébrios
ainda sedentos
Estripulias contra a ordem imposta
Entre as sombras
O delírio se esvai lentamente contaminando a todos
Entre os presentes a delicia e a
picardia

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