terça-feira, 10 de junho de 2014

entre as horas e as sombras acontece a revolução verdadeira


Velozes horas
As bacantes  servem  nova jarra de vinho aos convivas
Poetas e menestréis da noite confabulam
A  luz da lua acoita a insurreição da poesia
Serve um prato cheio de caos
Entre as sombras
As horas escorrem na ampulheta
Entre os olhares a fagulha mestra da rebeldia

Sonolentas horas  conselheiras
Bacantes inebriaram os sentidos  dos  subversivos
Poetas febris sorriem tristemente
Felinos transitam pelas salas  vagando a toa
A  lua ilumina os olhares ébrios   ainda sedentos
Estripulias   contra a ordem imposta
Entre  as sombras
O delírio se esvai  lentamente contaminando a todos
Entre os presentes a delicia e a picardia 

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