Precisava de tempo
Para lavar as impressões do que
foi sacrificado
As dores da alma transbordaram pelos poros
As palavras fogem e o silencio toma assento
Perto de meu coração
Precisava de um copo vazio
Precisava de
palavras novas
Precisava de
silencio
Para cuidar das feridas que ficaram
Meus olhos mortificados
Conheciam apenas o deserto das ausências
As falácias, do medo

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