A poesia sai da toca
Se esgueirando desconfiada
das folhas que caem
E do frio do vento
Sai cismando das cores que
se enverdecem com a primavera
E das luzes
encobertas do sol
Põem –se fora da toca
as vistas do poeta
A mostra como os
primeiros talos da flor
Desnuda a poesia se desabrocha como uma musa nua
Entre as aguas a luz
do dia
Com a força e a
determinação da lua que cruza
o escuro da noite
Entre estrelas ela marca o tempo
Ilumina os amantes e
os insones
Encanta os poetas e os ébrios
Determina a magia as bruxas
A poesia, a flor e a lua
Brotam , jorram sua
força secreta
Exalam seus perfumes
e seduções
Naquele exato momento da alma
E secretamente
esconde – no segredo do próximo minuto
Em silencio até no vãmente
se revelar
Aos astutos olhos raposeados do poeta
Que cisma e espreita...

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