sábado, 17 de agosto de 2013

A Poesia sai da Toca





 A poesia sai da toca
Se esgueirando desconfiada  das folhas que caem
 E do frio do vento
Sai cismando das cores que  se  enverdecem  com a primavera
 E das luzes encobertas do sol
Põem –se fora da toca  as vistas do poeta
 A mostra como os primeiros talos da flor
 Desnuda  a poesia se desabrocha  como uma musa nua
Entre as aguas  a luz do dia
 Com a força e a determinação  da lua que  cruza  o escuro da noite
Entre estrelas ela marca o tempo
Ilumina os amantes  e os insones
Encanta os poetas e os ébrios
Determina a magia as bruxas
 A poesia, a flor  e a lua
Brotam , jorram  sua força secreta
Exalam seus perfumes  e seduções
Naquele exato momento da alma
 E secretamente esconde – no segredo do próximo minuto
Em silencio  até no vãmente se revelar
Aos astutos olhos raposeados do poeta
Que cisma  e  espreita...

Nenhum comentário:

Postar um comentário