terça-feira, 11 de junho de 2013

Fugas





Por mais que nos façamos surdos
Ainda chovem bombas sobre nossas cabeças
Nosso peito ainda se inflama 
as dores ainda serão dores ao amanhecer

Por mais que nossos olhos se esquivem
Ainda existe a nudez incomoda revelada
O tapa dado na cara ainda arde
O sal ainda resseca os lábios

Por mais que a boca recuse
Ainda vem lagrimas dos olhos
Açoitar diariamente em nome da paz do espirito
O corpo, capataz do desejo
Desejo de então nada desejar
Desejo de recolher as cinzas de mim
Desejo de deixar tudo como está...

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