Um brinde e um
convite para vagar
Madrugada a dentro sopram os frios ventos
Nuvens por cima do leito
macio
Da observadora e
pálida musa dos insones
Sou mais uma de suas damas
Encho minha taça mais uma vez
Bebo o vinho barato da solidão
Mas me delicio com
a minha companhia
Enquanto insones se reúnem em volta de mesas
Brindam com
palavras vazias
Cantam sem nexo
Acordam acompanhados da ressaca amarga
Lembrando apenas do tempo gasto em vão
Um brinde a dama
do céu
Em seu trono de
pálido fulgor
E ao meu doce
despertar em um leito de puro amor.

Que lindo, amiga. Brindo à vida com vc, nesse universo subjetivo, que só os privilegiados amantes da poesia conhecem.
ResponderExcluirgrata pelas palavras doces ... um brinde sempre é pouco ... brindemos sempre!!
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