As vezes sou colorida
Vezes preto e
branco
Pinceladas de
lagrima e sangue
Gotas
homeopáticas de ilusão
Salpicadas com esperança
Sou mulher de dores, de cores e amores
As vezes salgada,
Vezes doce ou amarga
Um oceano de
incertezas colidindo no meu peito
Perfume de terra, gosto de mar
Antíteses e
paradoxos
Ordinárias contradições
Odiosos amores , odiosos amores...
Cambaleando
deslizo
A caminho de quem
não me deseja
Mostro minha verdadeira face
Esquálida ,
cadavérica , sombria
Busco com os
olhos a claridade da rua
Em seu rosto vejo apenas o horror
Que no infinito segue meus passos

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