sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Deitada




Deitada  sozinha
Ao meu lado apenas gritos guardados
Me sinto ferida de morte
Corpo encolhido,molhado e frio
Maldita nudez, maldita entrega
Mergulhei  no vazio  e mais uma vez
Maldigo as trevas pesadas e silenciosas
Vasculho  nas memórias dias de sol
Sorrisos amarelados com o tempo
Retiro todas as mascaras
Procuro aquele momento em que fui realmente feliz
Deitada  comigo
Guardando memórias fragmentadas e alegrias desfeitas
Rompendo  com o pacto vicioso  de silencio
Olho meus olhos , mãos  e boca
Seduzida pelas facilidades da fuga
Aceito lutar  e respiro profundamente
O que não me pertence eu devolvo
Faço uso inadvertidamente de uma serie de palavras soltas
Palavras livres ,eu metaforizo
Deixo o casulo e a dor e abro-me em muitas cores
E mergulho mais uma vez rumo ao desconhecido

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