quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Simplicidade e o fogo



Nada  é tão simples quanto parece
Quem dera  apenas tomar um café a beira da fogueira
Ao lado de companheiros de jornada  
Esticar as mãos para o fogo
Admirar as fagulhas crepitantes
De uma sofrida madeira
Eu sou cinza, ela me diz
E eu respondo sem pestanejar
És brasa e combustível
Como a vida em movimento
Quem dera a sorte   de uma ignóbil vida
Beirando o  desconhecer de tudo
A bruta madeira
Que não conhece a prazer de ser fagulha suspensa no ar
Nem a dureza da infinita consumição   de arder –se  em brasa

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