terça-feira, 28 de agosto de 2012

As flores



É sublime desabotoar  as dores do coração
Aliviar a alma trazendo um pouco de sol para o peito
Encher de ar , sem sustos
É tempo de recaída
Repensar os atos impensados do  amor
Ter  em vista a brevidade do tempo
E sua odisseia da contagem dos segundos
Vi  e revi  as historias da criação do mundo
Senti saudades mil vezes
E mesmo assim é tudo como da primeira vez
O amor é meu e eu presenteei -o a você
Não adianta dizer que não existem trancas ou janelas
O tempo  escorre insensível por entre nossos dedos
Frente aos nossos olhos incrédulos
Frente a nossa impotência em mante- lo parado
Então o desejo é nosso carcereiro na prisão das horas
Nosso algoz cruel que  insiste  em nos puxar pela gola
Sacudir  nossa inércia 
As dores desabotoadas tornam-se flores  delicadas
As quais ofertamos para o amor  que brindamos.

Um comentário:

  1. Um mergulho em uma alma embebida em poderosos sentimentos! Nenhum leitor sai impune diante desse mergulho.Vamos "sacudir nossa inercia", clama a poeta, preludio que anuncia poesia. O mais virá de mama?

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