A madrugada
esconde seus segredos
A lua em tom
de meio riso ouve as historias
E como testemunha dos tempos imemoriais do homem
Espia por entre as frestas da janela entreaberta
As juras apaixonadas dos amantes sussurradas a meia luz
Não existe espaço para meias palavras
Meias intenções
nem meias ações
Os corpos expressam-se por inteiro
Em fibra e movimento são a descrição exata do amor
O olhar desnuda a
firme intenção
As mãos equilibram
a força e a fragilidade
As mãos demovem os obstáculos
A lua mantém seu
meio brilho
Através dos vidros meio
embaçados
Enquanto o vento
espalha pela madrugada
O cheiro doce e forte das amêndoas dos teus olhos

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