Quero logo esse abraço
Com jeito de crime absolvido
Cheiro de me perdoe
Abraço de quem faz falta
Abraço que abre as portas para morador antigo
Abraço de amigo
Recheado de perdão
Quero o abraço que fiquei devendo
Por que cheguei atrasada
O abraço dos olhos sorrindo
Da ternura sem fim
O abraço que não demora
O abraço fora de hora
Fora dos ciclos do tempo conhecido
Um abraço eterno e natural
Eu quero
O mundo dentro dos braços
Um sorriso maior que a Belém Brasília
Um oceano de saudades
Espremido, apertado
Entre dois espíritos teimosos
Relutantes e orgulhosos
Um abraço que cura
Dois dedos de brandura
Eu acho que não cai nada mal.
Carol Dias

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