em memoria de meu Avô Antonio
Quando eu grito saudade
O eco responde silencio
Maltrato as plantas secas na varanda
Com mais um punhado de sede
Quando eu grito seu nome
Ecoa reticências por toda parte
Desfaço a mesa do jantar
Tomo um copo de café amargo
O vento vem lambendo as minhas pernas
Fazendo eu esquecer das coisas que vim buscar
A frieza açoita os muros congelados da alma
A pausa se alonga e fica embranquecida
Eu, azulando os pensamentos abstraindo a falta de água ( e coração copioso)
Enterro meus pés no silencio
Para que de mim brotem absurdos girassóis
Bromélias arroxeadas
Amarillis de luz neon
Estrelicias de abraços mudos e gardênias
Mais um punhado de sede para todos na mesa
Menos um punhado de vida antes do fim dos tempos
Carol Dias

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