terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Nova Poesia desamorosa




Olho para meus caminhos com relativa descrença
Os espinhos entre as flores estão cada vez mais
Se entranhando nas minhas carnes
No meu jeito desavisado de caminhar
Eu titubeio na determinação
 Meu coração quer a resistência das duras fibras
Eu gosto das emoções fortes
Das cores berrantes
Das pungências
Piso, ainda assim, nesses caminhos apesar das dores
Apesar dos medos, das luzes fracas
Das cores que diferem dos sonhos que tive
Ando no caminho avesso
Creio que essa é a dor mais mortal
Onde está a lua que não se reflete na minha íris
Minha pele deseja o frescor da noite
 E meus olhos desejam o aconchego do seu abraço
Sua compreensão do tamanho do universo
Lança sobre mim todo esse amor que cura , que  ensina o perdão
 E desanuvia  a alma de toda e qualquer sombra
Olho para o céu e entrego minha alma sedenta
Lanço para o universo mais uma vez
Que venha  a mim a paz que nos assombra


Caroline Brandão

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