segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ser





Meus olhos, desnudos projéteis
Minhas maneiras, abruptas hostis
Meu sorriso largo portátil
Minha mão áspera  e útil
Tem em si um charme volátil
Da mulher que sou, in-sutil
Cansada de ser vista  sem delicadeza, infantil
Desertora das finezas do mundo tátil
Instabilizo meus pés versáteis
Nesta eterna jornada de busca, inútil
Das lentes de aumento retrátil
Pois preciso dar a este  mundo fútil
 Uma única  oportunidade lábil
 De perceber a decência fértil
Do meu frágil
Altivo , sorridente e gentil
Ser 

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