quarta-feira, 5 de março de 2014

Brancas Letras



Desejo da  vida apenas uma bem querência
E a vigília atenta da alva mãe 
Entre o espaço da janela
Não desejo mais que languidas horas
Catando letras no varal
E ir com elas fiando palavras
Em infindáveis  versos  inocentes
Dispo a alma das mascaras
Ficamos apenas eu e minha mãe cândida
Em nossa hilária nudez despropositada
Expressa em letras brancas
E em mais nada

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