Abro os braços para o céu
Espano poeira das estrelas
Febril continuo a faxina estrelar
Lustrando a luz da lua
Coloco as ideias no lugar
Ordenando o caos estrelar
Esfrego os olhos e a luneta
Lavo a escuridão da noite
Estendo tapetes antes nunca removidos
No varal das ideias
Vasculho o pó dos cantos
do firmamento
Cantos ocultos da alma
Cutucando com a insônia
O meu silencio e todas minhas certezas
Preencho com luminosas
reformas
Dos incertos reflexos que desaparecem
Na luz do sol

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