quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Faxina estrelar



Abro os braços para o céu
Espano poeira das estrelas
Febril continuo  a faxina estrelar
Lustrando a luz da lua
Coloco as ideias no lugar
Ordenando o caos estrelar
Esfrego os olhos e a luneta
Lavo  a escuridão da noite
Estendo  tapetes antes nunca removidos
No varal  das ideias
Vasculho o pó  dos cantos  do firmamento
Cantos ocultos da alma
Cutucando  com a insônia
O meu silencio e todas  minhas certezas
Preencho com  luminosas  reformas
Dos incertos reflexos  que desaparecem
Na luz do sol

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