O céu azul entrecortado
Riscos de branco, dourado e escarlate
Mas as cinzas, estas vão por toda
parte
Entram por meus olhos ,nariz e boca
sufocada
O silencio denso cimentando
Minhas palavras e gestos
O céu azul por sobre as nuvens
Esconde a musa debruçada na varanda celeste
Frestas amareladas
e o vento nos cabelos
Ela assiste as fogueiras de outono
Enquanto o vento trepida a chama
Estremece a fé dos quem amam
Faço um brinde
com esta taça de sangue
Saudações aos traídos e aos
covardes
As labaredas lambem as pernas
virginais inocentes
Saudações aos ébrios espectadores, inúteis
Deixam que as cinzas se espalhem
com o vento
Enquanto a mãe chama suas filhas pelo nome
Abraça cada uma com seu manto
entristecido
Chora seu lamento, rainha dos
esquecidos
Pela vergonha da traição
Pelo sangue derramado inutilmente em nome de ninguém.

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