sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Aos amados virginianos



Tenho poesia agora
 e ela sempre me possui
Desavisadamente  e  escancaradamente
Consome meus pensamentos e as carnes
Tenho um presente pra comprar
Sonhos a distribuir de bar em bar
Seu aniversario passou e eu nem te vi
Mas a poesia segue
Possuindo meu juizo e o teatro dos meus dias
 como um fogo incessante
Vez ou outra eu enlouqueço
Aceito me consumir
Burilando palavras ao nascer do sol
Esmerilhando pensamentos soltos
Ate que nasce a poesia
Tenho a agora
Sem arroubos sentimentais
Ela se aquieta nas minhas mãos
 e entre suas letras  me aninho a cismar

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