Saída das aguas depois de parida
pela luz da lua refletida no mar
Caçada pelos seus lupinos dentes
Ser mitológico indefinido, objeto de todo desejo
Invade teus sonhos no escuro da
noite
Um punhado de sal nas mãos
Na outra o arco da caçadora luminosa
O vento lançando enormes cabelos
escuros para o céu
Saída dos seus sonhos dos desejos desencontrados
Feita carne da tua carne
De caçadora a caça , acuada ofegante desconcertada
Arco quebrado frente a bestial fúria
Silencio , olhos amedrontados ,
pele pálida
Atravesso teu peito com uma única lança
Fez-se luz e a cegueira
e a explosão
Fica aturdida a besta que outrora
seria o alimento celestial
agradecida a Vinicius Borges pela sua historia

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