Olhos mortalmente parados
Admirada deste tempo em que absolutamente
Nada faz nenhum sentido
Chovem lentilhas ao meu redor
E mesmo perdida em mim mesma
Nunca havia visto tanta felicidade
Olhos que abertos revisando o tempo passar
Olham pra dentro de minha historia
Contando fôlegos perdidos ,
sorrisos em vão
O mistério de viver comigo
e com a outra de mim
Uma que vibra e sorri e a outra que
chora
Uma que lembra da vida a outra que pausa
Titubeia e pisa em falso esquecida
Mistério do tempo... Da memoria
Olhos sempre bem abertos
Enquanto mergulho no agitado mar de
minha mente
Sons se misturam aos pensamentos
Embalam as palavras que se sacodem sem parar
Vou deixando um cardume
enlouquecido
Todos meus pensamentos perdidos fluírem
Numa fuga alucinada para virar poesia.

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