sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mortalmente parada

Olhos mortalmente parados
Admirada deste tempo em que  absolutamente
Nada faz nenhum sentido
Chovem lentilhas ao meu redor
E mesmo perdida em mim mesma
Nunca havia visto tanta felicidade

Olhos que abertos  revisando o tempo passar
Olham pra dentro de minha historia
Contando fôlegos perdidos , sorrisos  em vão
O mistério de  viver comigo  e com a outra de mim
Uma que vibra e sorri e a outra que chora
Uma que lembra da vida  a outra que pausa
Titubeia e pisa em falso  esquecida
Mistério  do tempo... Da memoria

Olhos sempre bem abertos
Enquanto mergulho no agitado mar de minha mente
Sons se misturam  aos pensamentos
Embalam as palavras  que se sacodem sem parar
Vou deixando um cardume enlouquecido
Todos meus  pensamentos perdidos fluírem
Numa fuga  alucinada para virar poesia.

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