quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Marés da existencia


Mudar as marés da existência 
Reordenar fluxos naturais da historia
Devolver estrelas cadentes 
Ao louco lugar no firmamento
Fazer o homem gestar em si mesmo 
Dando seu sangue e a carne 
Desatando músculos
Deslocando ossos
Reviver de outra forma

Mudar a ordem de tudo

Neste sombrio universo
Dar a frescura e docilidade misteriosa da lua
Ao celeste ser que a tudo ilumina
Derramo um oceano as avessas
Devolvendo a chuva ao céus
O ir e vir dos mares
Já não será mais o mesmo
Terá a brandura dos corpos
Antes da morte
Ordeno toda a dinâmica
Vou tecendo cada vida fio a fio
Me debruço sob o céu estrelado
Cada fio uma cantiga
E vou cantando para encantar a lua
E faze-la esquecer das marés
A pedido do solitário poeta

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