Mais uma vez o céu se desfaz em lagrimas
Parto para a rua
ao encontro do destino
Em vão tento impedir que caiam
Mas as aceito,
deixo que me banhem
Que lavem a roupa e a alma
Mais uma vez as
nuvens parecem encobrir tudo
Os olhos,
sorrisos e os espelhos
Minha face mais uma vez se ilumina
Meu peito se abre
em uma luz como um farol
Meus braços
soltos na ventania
Os pés, duas firmes ancoras entranhadas na terra seca
Peço aos ventos que não me carreguem
Outra vez os
ventos distanciam em sua louca dinâmica
Arranca-me os cabelos, o juízo e as peles coração
pulsando
E arrasta-me consigo por onde for
Encharcada de
lagrimas , alma acesa
Olhar desperto
estou viva
Coração
pulsando na palma da mão
Entrego –me a natureza
como realmente sou
Indomável , vou
cavalgando nas gotas da chuva
No sentido inverso, ascenciono até tocar o firmamento.

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