quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ventania



Mais uma vez o céu se desfaz em lagrimas
Parto para a rua  ao encontro do destino
Em vão tento impedir que caiam
Mas as aceito,  deixo que me banhem
Que lavem a roupa e a alma
Mais uma  vez as nuvens parecem encobrir tudo
Os olhos,  sorrisos e os espelhos
Minha face mais uma vez se ilumina
Meu peito se abre  em uma luz   como um farol
Meus braços  soltos  na ventania
Os pés, duas firmes ancoras entranhadas na terra seca
Peço aos ventos que não me carreguem
Outra  vez os ventos  distanciam em sua louca dinâmica
Arranca-me os cabelos, o juízo e as peles coração pulsando
E arrasta-me consigo por onde for
Encharcada  de lagrimas , alma acesa
Olhar desperto  estou viva 
Coração pulsando na palma da mão
Entrego –me a natureza  como realmente sou
Indomável ,  vou cavalgando nas gotas da chuva
No sentido inverso, ascenciono até  tocar o firmamento.

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