Dia cinza, olhos enegrecidos
Perdidos no horizonte
Assistimos as rotações do mundo
Entontecidos
As voltas com nosso universo de roupas pelo chão
Corpos preguiçosamente deitados
Sob lençóis deliciosamente desordenados
Ainda se confundem o dia e a noite
Quando eu me perco junto as linhas distantes
Acompanhando a evolução dos astros
Esqueço as orbes tatuadas sob a pele
As palavras escritas em meu intimo
Saltam aos meus dedos
Derretendo -me em delicias
Ao meu redor o silencio
Entre meus olhos o signo da criação
Testa franzida, ombros tensos
Faz-se enfim o orgasmo poético
Uma grande exclamação de prazer se faz presente
E reconstrói o mundo inteiro
Reencontrando uma pagina em branco.

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