domingo, 23 de setembro de 2012

O inevitavel fruto do tempo



Encha mais a taça  para que transborde a sinceridade
Por que o vinho pede amizade
Por que a mesa  cumplicidade
Ontem a anfitriã  era toda a saudade
E os visitantes  amor e verdade


Encha mais a taça para que a vida transborde
Com suas sombras e luzes
Para que exerçamos nosso direito de sermos complexos
De sermos  côncavos ou convexos
Por que existir não é simples como dormir em silencio
Nem tão complexa  como acordar ouvindo gente em casa


Encha mais a taça  para que eu tenha  alinha exata
Para costurar nossas vidas em uma só
Para sermos a família que não tivemos
Para que nossos ombros se toquem em um abraço
Que funda nossos corações em um pulsante
E vigoroso coração  cheio  como a taça sob a mesa

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