Mergulho mais uma vez
No oficio de tear mais e melhor
Mergulho em mim mesma
Procuro um caminho reto e nobre
Um amor sem medidas , como um oceano
Não poderia ficar alimentando os pássaros
Nem os sonhos a
beira do caminho
Mergulho profundamente
em mim mesma
Espalho água em volta e crio ondas na minha consciência
Enquanto
desconfortavelmente a vida segue
Roubando as ilusões que eu criei
Enquanto eu admiro as ondas e suas proporções
Retomo meu fôlego
Com as praticidades que me exige a rotina
Olho a minha infância
que ficou para trás
Lembro que para sempre não existe mais
Através de vidros quebrados observo o passado
Consigo enxergar
com clareza o que não gostaria
A despeito da
chuva o tempo escorre
A despeito das
dores o sol desponta
A despeito dos
sonhos a vida continua existindo
Todos os dias
independente do sol e da lua...

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