Volta o tempo a fechar seus labirintos
Na noite através de sua espiral sem fim
Eu atordoada com
as luzes do dia
Continuo perdida dentro de mim
Sorrio entre triste e confusa
Tanta indefinição ao meu lado
Sigo apenas olhando
O desenrolar da
historia
A
todo tempo tudo se transforma
O labirinto
respira profundamente
E a cada suspiro breve
as paredes mudam de lugar
E a cada mudança mais me embrenho
Menor a chance de voltar
Volto a nas minhas
cirandas mentais me trancar
Perdida nas
linhas como uma pipa que da voltas em
parafuso
Enamorada do vento e do sol
Me vejo anjo com as asas queimadas
Percebo o fio sutil que me
sustenta equilibrada
Vou brigando pela ilusão de liberdade
Como um peixe fisgado no anzol.

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