segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Espelhos





Espelhos quebrados  pelo chão
Refletindo a luz  espalhados
Sentada  com um copo de café
Me percebo também refletindo
No brilho difuso dessas luzes , dispersa
O escuro me sorri enquanto a claridade me cega
Perco horas refletindo as coisas que  me disse
Passando a limpo minhas impressões
Passeio pela escuridão  com minhas ideias
Como correntes enquanto me questiono
Por que  vem e vão
Desfilam se rindo da minha capacidade de interroga-las
Hoje existo na penumbra dos que se perguntam
Dos que anseiam por saber , mas se corroem
Pelo temor de não suportar o peso da verdade
Clamo pela coragem necessária
Ela já existe em mim
Que venha a verdade então
Me roubar da ilusão que me tortura
Trazer o alivio e ser meu balsamo
Ser a luz que alimenta e conforta
Na certa medida de me fazer feliz
De me deixar em paz.

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