O medo assim foi feito
Dentro dos meus braços
abertos
Pela traição suspeitada
,
A impotência e a angustia
tornaram-se conselheiras
Abra os olhos , desperta!
Seja a harpia voraz...
Acalma teu coração
Concilia o pensamento
Algo mais pode ser feito que não avançar
Impiedosa sobre a vida
da tua presa?
O medo foi feito assim ,
Cada passo inesperado
É a ideal justificativa para a morte do amor
Sacrifica os dias desse sentimento, se lhe der paz
Caso contrario saboreia
a doce carne
Do amor sacrificado ainda jovem
A noite não dormida tempo necessário
As afiadas garras
roçam o capim baixo
O bico costura as
palavras malditas
Levado a altura o amor
se debate
Perde o fôlego
Oferece seu sacrifício pela serenidade da mente algoz
Ficam os espólios caídos
ao chão
O medo deixou seu rastro e sua sombra
Onde a harpia só encontra a satisfação

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