quinta-feira, 5 de julho de 2012

Neblinas




Um dia escrevia  envolta nas nevoas do sonho
No outro o céu aberto sem nuvens  o seco ar da realidade
Tanta aridez não serve para quem foi feito para amar
Um dia estava  afogada em meus sentimentos
Intensos como o mar
Eis que agora perdida na aspereza  e sequidão  da vida real
Ferida até ao respirar
Um dia os olhos acostumados a  neblina
Prevendo seus passos  e sua respiração
Nada mais importa, nem minha coragem
Escolher onde prefiro estar 
Nenhum mundo me fascina mais que o meu próprio
Nenhum lugar me parece mais propício a me perder  que meu próprio coração
E meus olhos invés de ser uma janela , tornaram –se o centro de uma espiral
Que tem consumido  minha alma .... minha essência e tudo mais em volta

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