Hoje não aceito definições nem, parodias... Hoje eu sou nervo... Sou suor e sangue...
Sou humana
Com todas as vibrações carnais a que tenho direito
Sou turbilhão... Sou vendaval
Sou ácido...
O que restou de um furacão
Minha mente fervilha
Meu corpo obedece à execução frenética de minhas idéias
Estou perdida joguei fora meu senso de orientação e sem razão... Vago
Preciso realinhar minhas idéias
Realinhar minha vida
Meu emaranhado de escolhas
Onde é o começo... Onde é o fim
Tenho ímpetos de crueldade
Minha ética pessoal me condena
Parto me em duas
A que quer sumir e a que quer ficar
Prefiro vagar pela noite... Com um estranho
Jogar fora esses pensamentos perversos
Tenho mil vontades
Ainda não acertei o que desejo realmente fazer
Coloco minha inteligência pra funcionar
Onde foi que eu errei
Não deveria me apegar a você... talvez a ninguém
Ser uma errante ... Mas decidi mais uma vez ficar
Mas hoje não me venha com definições sobre o que eu fiz
Não defina meu modo de pensar
Não tente descobrir a minha essência... hoje sou dor e decepção
Sou sangue... Sou nervos e ossos
Sou ódio e perdão em luta brutal
Sou amor e indiferença
... Sou uma mulher... E uma criança
E apesar de todo pudor... Estou nua
Apesar de toda angustia... Estou sóbria
Apesar de todo medo... sou uma onça para defender meus objetivos
Sei que não desejo certas coisas
E não ouse impor a mim situações que me forcem a agir diferente com as coisas q desejo
Sou pólvora e lamina
Sou flores... Luz e sombra

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