quarta-feira, 4 de julho de 2012

Brutal








Hoje não aceito definições nem, parodias... Hoje eu sou nervo... Sou suor e sangue...
Sou humana  
 Com todas as vibrações carnais a que tenho direito
Sou turbilhão... Sou vendaval
Sou ácido...
O que restou de um furacão
 Minha mente fervilha
Meu corpo obedece à execução frenética de minhas idéias
 Estou perdida joguei fora meu senso de orientação e sem razão... Vago
Preciso realinhar minhas idéias
Realinhar minha vida
Meu emaranhado de escolhas
Onde é o começo... Onde é o fim
Tenho ímpetos de crueldade
Minha ética pessoal me condena
 Parto me em duas
 A que quer sumir e a que quer ficar
Prefiro vagar pela noite... Com um estranho
 Jogar fora esses pensamentos perversos
 Tenho mil vontades
Ainda não acertei o que desejo realmente fazer
Coloco minha inteligência pra funcionar
Onde foi que eu errei
Não deveria me apegar a você... talvez a ninguém
Ser uma errante ... Mas decidi mais uma vez ficar
 Mas hoje não me venha com definições sobre o que eu fiz
Não defina meu modo de pensar
Não tente descobrir a minha essência... hoje sou dor e decepção
Sou sangue... Sou nervos e ossos
Sou ódio e perdão em luta brutal
Sou amor e indiferença 
... Sou uma mulher... E uma criança
 E apesar de todo pudor... Estou nua
Apesar de toda angustia... Estou sóbria
Apesar de todo medo... sou uma onça para defender meus objetivos
 Sei que não desejo certas coisas
 E não ouse impor a mim situações que me forcem a agir diferente com as coisas q desejo
Sou pólvora e lamina
Sou flores... Luz e sombra

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