A surpreendente matemática ...
De todos os ofícios
O mais laborioso de todos
Servir-me de teus olhos como grandes jabuticabas
de teus lábios num silencioso ritual
Promessas ao vento
Dorme agora amado meu, que eu te vigio o sono
De todos os desejos
O mais exaustivo e penoso constatar
Que desejar não vai me abranger
Vejo delimitados os espaços que não me contem
Reconheço a ausência do espaço que me caiba
Enxergo que na matemática da vida real
A mudança da ordem não afetará o final do conto
O amor continuaria a se silenciar no desejo
e platonicamente eu o amaria
e reciprocamente eu seria amada
Seguindo em paralelas
Perpendiculares as vezes
Até o infinito e mais além ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário